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Aberto Brasil Coluna GUILLERMO PIERNES

Aberto do Brasil: A história em maiúscula

(Artigo publicado na edição 65 da revista Golf&Turismo)

Por Guillermo Piernes*

Impossível para um golfista deixar de sentir arrepios ao ficar junto ao troféu do Aberto do Brasil, no contato com o tangível de uma historia escrita em maiúscula, com protagonistas lendários e emoções que superam gerações.

Para a maioria dos golfistas resulta quase inimaginável a sensação de levantar o troféu do Aberto do Brasil como campeão, como fizeram nomes míticos e outros que passaram de excelentes jogadores a ser gigantes para chegar à vitória, com distintas motivações.

O Aberto do Brasil nasceu em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial, fruto da união dos tradicionais Gavea Golf & Country Club e o São Paulo Golf Club que se revezaram para receber o torneio durante vários anos.

O argentino Martín Pose foi o primeiro a levantar o troféu no campo do Gavea como campeão do torneio que se incorporava ao Circuito das Américas.

Ao ano seguinte Mario Gonzalez iniciava a serie de vitórias no Aberto do Brasil, que conquistou nada menos que em oito ocasiões, competindo com grandes da época.

O head Pro do Gavea Golf de 1949 a 1984 foi vitorioso no Amador Brasileiro por nove vezes além de vencer em duas oportunidades o Aberto da Argentina e do Uruguai e uma o Aberto da Espanha.

Entre esses jogadores excepcionais da época estava o argentino Roberto de Vicenzo, campeão seis vezes do Aberto do Brasil, com 230 vitórias na sua carreira profissional, com um Open Britânico entre outras conquistas.

Como eu nasci no mesmo ano que nasceu o Aberto do Brasil permito-me trazer algumas lembranças pessoais importantes ligadas ao golfe como foi entrevistar De Vicenzo quando eu era estudante de comunicação e estagiário na seção Esportes do jornal Clarin de Buenos Aires.

De Vicenzo lembrou com especial carinho a Mario Gonzalez indicando que em algumas ocasiões foi disputar o Aberto do Brasil fundamentalmente para se encontrar com o seu amigo e duríssimo adversário no campo, relegando outros convites nos Estados Unidos e Europa.

Também entrevistei para Clarin - que então vendia por dia um milhão de exemplares - a Vicente Fernandez, vencedor em duas ocasiões do Aberto do Brasil entre suas 71 vitórias profissionais.

Vicente Fernandez foi caddie no Hindu Club de Don Torcuato, primeiro campo de golfe onde que pisei aos oito anos. Com o Chino Fernandez lembramos momentos da nossa adolescência no Hindu Club em ocasião de um encontro de caddies promovido em 2014 por Michael Gail e a Fundação Irene Gail no Terravista da Bahia.

O sul-africano Gary Player foi o primeiro em anotar 59 tacadas numa rodada no Gávea em ocasião da sua segunda vitória no Aberto do Brasil. “Era a realização de um sonho de vinte anos”, definiu o Cavalheiro Negro que acumulou 163 títulos de campeão na sua carreira.

Entre as lendas americanas do golfe que levantaram o troféu do Aberto do Brasil estão Willy Casper ( 70 vitórias profissionais), Sam Snead, com (82 trunfos) Hail Erwin (83 torneios profissionais ganhos), Raymond Floyd (59 títulos).

Em anos mais recentes outros grandes sulamericanos chegaram a títulos do Aberto do Brasil, o argentino Angel Cabrera (vencedor do Master e o U.S. Open) e o paraguaio Carlos Franco (14 vitorias profissionais).

No São Paulo Golf Club, durante um dos dois Abertos do Brasil que venceu nesse campo, Cabrera me presenteou com uma joia da sua experiência como golfista: “Eu não busco ficar perto da bandeira quando está num lugar complicado e jogo no meio do green. Busco o birdie com o putter”.

Os brasileiros que conheceram a gloria de levantar o troféu do Aberto do Brasil em ordem cronológica foram: Mario Gonzalez, Priscilo Diniz, Eduardo Caballero, Ricardo Mechereffe, Eduardo Pesenti, Ruberlei Felizardo, Philippe Gasnier, Rafael Barcellos, Rafael Becker, Alexandre Rocha.

Em cada Aberto do Brasil emoções intensas e diferentes. A vitória do paulista Alexandre Rocha em 2015 foi inesquecível com sete buracos de morte súbita de play off no Itanhangá.

No Aberto de 2018, o colombiano Marcelo Rozo contou que uma semana antes da sua realização tinha decidido não jogar desconsolado porque seu irmão tinha falecido nesses dias num acidente. Finalmente optou por jogar e buscar a vitória em memória do seu irmão.

E assim foi. Levantou o troféu de campeão com lagrimas nos olhos. E não estava só na emotiva celebração emoção no campo da Fazenda Boa Vista, Porto Feliz SP que receberá também o Aberto do Brasil 2019, incorporado ao PGA Tour Latinoamerica.

Cinco estados da União receberam o Aberto do Brasil e ajudaram a escrever a sua gloriosa história: Rio de janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

O campo baiano de Costa do Sauipe é o único que desapareceu entre os magníficos campos que receberam o Aberto do Brasil ao longo dos anos.

Também muitos dos homens que marcaram o Aberto do Brasil não estão mais entre nós. Eles seguem vivos no coração e a memória do muitos golfistas. Eles seguem inspirando crianças e jovens que sonham em fazer parte de uma longa e bela história.

* Guillermo Piernes é palestrante, jornalista especializado e consultor corporativo. Autor de Liderança e Golfe e de Tacadas de Vida. Editor do site Golfe Empresas. piernes@golfempresas.com.br

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